A cada dia, mais e mais e-commerces são lançados na internet, movimentando a economia e facilitando a vida dos compradores. Para se ter ideia, em 2017 as compras online foram responsáveis por movimentar R$59,9 bilhões, apenas aqui no Brasil. A expectativa é que em 2018 aconteça um crescimento de 15% nesse mercado. Com esse cenário, uma pergunta que surge entre os varejistas é:
e a loja física, como é que fica?
 

As lojas offline vão continuar existindo por muitos anos!

Porém, a tendência é que elas se transformem para atender ainda melhor esse consumidor que está constantemente online. Acredita-se que daqui 20 anos, a distinção entre loja física e online não vai mais existir. Isso porque os estabelecimentos vão alinhar todos os pontos de contato que têm com o cliente. Selecionamos algumas tendências que já estão acontecendo em diversas lojas físicas do mundo e que já trazem algumas ideias de como o varejo offline será no futuro próximo. Confira!  

Experiência é tudo!

Como as pessoas podem facilmente comprar pela internet, a loja física vai se tornar muito mais um lugar para que o consumidor entre em contato com a marca. Para isso, é fundamental oferecer uma experiência positiva e única, que não pode ser encontrada online. A Glossier, marca de cosméticos americana que nasceu online, entendeu essa característica antes de lançar as suas primeiras lojas físicas. Atualmente, esses estabelecimentos offline servem como uma ferramenta para que a Glossier fortaleça o vínculo entre marca e consumidor.
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Guide Shops

Quando se fala de roupa, muita gente ainda prefere comprar e escolher na loja física. Essa característica vai continuar existindo no futuro, afinal é difícil substituir o bom e velho provador na hora de escolher uma blusa. Porém, a novidade será que o consumidor não precisará sair com sacola do estabelecimento. Ele escolhe, prova, realiza o pagamento e vai para casa. O produto chega em pouco tempo na sua residência. A Amaro é uma loja que nasceu virtual, mas que decidiu criar showrooms em algumas cidades do Brasil que funcionam nesse esquema.  

Pontos de retirada e coleta de produtos

O engraçado é que um modelo completamente oposto a esse também é tendência! Pequenas ou grandes lojas, não importa, varejistas também se tornarão prestadores de serviços e serão pontos de conveniência aos cliente. Quanto mais serviços e produtos oferecidos maior a atração de clientes e a chance de aumento de faturamento com praticamente o mesmo custo e infra-estrutura. No esquema “Clica e Retira”, o consumidor escolhe e paga um produto online, porém, vai até o estabelecimento para retirar sua encomenda. Fazendo a compra pela internet e retirando na loja paga um valor de frete muito mais barato e não precisa se preocupar em estar em casa para receber o pacote. Este mesmo modelo será usado para a devolução de produtos comprados online, agilizando a solução (troca ou estorno) para o cliente, que poderá inclusive escolher os produtos que deseja receber em troca ou mesmo comprar novos produtos de uma só vez.  
Parece muito distante? Isso já é uma realidade nos mercados asiáticos e europeu, com Amazon e grandes referência no mercado digital entregando e recebendo produtos por pontos estrategicamente espalhados nas grandes cidades. A Send4 trouxe esse modelo para o Brasil e já conta com centenas de pontos locais em sua rede com destaque para a participação da 5àsec, Latam Travel, Postos Ale e Concessionárias Toyota.  

Meios de pagamento descomplicados

"Cartão ou dinheiro?" Essa pergunta definitivamente ficará fora de moda no futuro próximo. Isso porque a tendência é que as lojas precisem trazer outras alternativas para os consumidores, que sejam mais práticas e rápidas. Algumas opções que já estão disponíveis no mercado são pulseiras de pagamento, celulares e relógios que finalizam as transações bancárias, etc. No passado, as lojas precisavam aderir às maquininhas de cartão de crédito. No futuro, todas essas outras alternativas devem ser adotadas, para melhorar a experiência, tanto do consumidor como dos vendedores.  

Self-service

Uma pesquisa global conduzida pelo professor Steven Van Belleghem concluiu que 70% das pessoas preferem ter um atendimento self-service nas lojas físicas. Essa não é apenas a opinião do público, mas também uma grande tendência de varejo. As pessoas querem mais autonomia para fazer compras nos estabelecimentos, sejam em lojas de roupas (que não contam com vendedores), ou em supermercados (que contam com caixas de pagamento no qual o próprio consumidor passa e paga as mercadorias). Essa tendência, inclusive, ajuda os donos de estabelecimento a reduzirem custos com funcionários!     Assim como o cliente que comprar sozinho, ele também quer se autoatender para resolver problemas e outras questões relacionadas a sua compra. Neste movimento, algumas ferramentas podem ajudar a surpreender o cliente e oferecer uma experiência inovadora, como o Troque Fácil.   troque fácil e aumente a retenção do seu e-commerce  

Robôs

Todo mundo que assistiu Os Jetsons já deve ter se perguntado se algum dia a "Rosie" existiria na vida real. A tendência é que as lojas do futuro contem sim com robôs que aux iliarão o consumidor nos estabelecimentos. Atualmente, a Lowe’s — loja de materiais de construção americana — já conta com robôs que falam diversas línguas. Já o shopping de Stanford, em Palo Alto na Califórnia, conta com um "RoboCop", que funciona como um guarda para o estabelecimento.   Perguntar para Google a respeito do estoque Ir até uma loja para fazer compras é uma boa experiência. Porém, chegar até o estabelecimento e descobrir que ele não conta com o produto desejado é extremamente frustrante. Nos Estados Unidos, quem conta com o Google Home pode perguntar para a assistente virtual quais são as lojas que contam com um item específico. O nível de detalhe é grande! Você pode pedir coisas do tipo: "Ok, Google, me conte onde posso encontrar um sapato da marca X de cor preta e no tamanho 37". Para que essa funcionalidade realmente atinja o consumidor de uma maneira positiva, as lojas do futuro precisam contar com um bom ERP com sistema de estoque.  

Lojas que identificam os consumidores

A experiência de consumo nas lojas do futuro serão cada vez mais personalizadas. Com a ajuda de um histórico de compras, os estabelecimentos podem identificar exatamente o que a pessoa costuma comprar, bem como as marcas que mais a agradam. Dessa maneira, conseguem oferecer descontos, que fidelizam o consumidor. Diversas lojas já usam esse recurso, tanto no Brasil quanto no exterior. Por aqui, o Pão de Açúcar comanda o movimento, enquanto nos Estados Unidos a Target já é um case de sucesso.  

Para atender esse novo consumidor, as lojas físicas necessitam de inovação.

É preciso ter em mente que a experiência do comprador deve ser excelente, a ponto de ele ter vontade de sair de casa e ir até o estabelecimento. Para isso, é importante usar a tecnologia de uma forma inteligente e criativa, sempre trazendo conveniência para o consumidor. Além disso, é fundamental lembrar que, no futuro, a separação entre loja online e offline não vai mais existir: o varejo como um todo estará completamente conectado, oferecendo uma verdadeira omni-experience para o consumidor.