E-commerce e os desafios para o varejo

O crescimento do e-commerce nos últimos anos foi grande e a tendência é que esse alcance não pare tão cedo. Esse fato acende a luz amarela para os varejistas que ainda não se atualizaram. Entenda melhor os desafios para o varejo no texto abaixo!

Se você acha que isso é papo de dono de e-commerce e que esse tipo de coisa não vai acontecer no Brasil é hora de encarar a realidade. Uma série de levantamentos feitos por empresas daqui e de fora do país mostram como é fundamental que o varejo comece a se transformar. Separamos alguns dados a seguir que te demonstram essa realidade.

Aumento das compras online

Uma pesquisa realizada pela PwC com 22 mil pessoas em 27 países descobriu que 59% dos entrevistados realizam compras frequentes pela Amazon. Desses, 27% afirmam consumir menos em lojas físicas por conta disso. Isso acontece porque eles têm acesso com facilidade aos produtos que necessitam, sem precisar realizar deslocamentos até os shoppings centers. Além disso, ao estar na frente do computador, conseguem fazer pesquisas com facilidade e encontrar as lojas com os melhores preços.

Crescimento das lojas virtuais

Dessa forma, as lojas virtuais crescem em ritmo superior ao das físicas em diversos locais do mundo. Por exemplo, nos Estados Unidos a participação delas é de 12%. Na Coreia do Sul é de 18% e na China é de 20%. No Brasil, essa parcela ainda é pequena, se for comparada com o resto do mundo (de 4%). Porém, a tendência é que esse número aumente.

Para se ter ideia, as lojas virtuais tiveram uma alta de 8%, enquanto o varejo físico de apenas 2%. Esse dado está fazendo com que gigantes do varejo comecem a adotar novas estratégias para atrair o público. A Via Varejo já lançou uma loja 100% digital, com características que remetem ao e-commerce. Os administradores desse estabelecimento conseguem medir o fluxo e a conversão de vendas, além de terem acesso a mapas de calor, que identificam a jornada do consumidor dentro da loja. O consumidor, por sua vez, pode ver produtos em realidade aumentada, um diferencial interessante que o atrai até o local.

Aumento no faturamento

Um outro levantamento relevante para quem trabalha com o varejo físico foi encomendado pelo Google, realizado pela Forrester. De acordo com ele, o e-commerce brasileiro em 2021 vai chegar a R$84,7 bilhões de faturamento e dominar 9,5% do mercado. A tendência é que até lá o Brasil saia do que o Google chama de "terceira fase do e-commerce" — que engloba bens comparáveis, como eletrônicos e livros — para a "quarta fase do e-commerce" — na qual o consumidor adquire bens subjetivos, como os de beleza e alimentação.

Trocas e devoluções

Um argumento muito utilizado pelo dono de loja física para justificar que o seu modelo de negócio é melhor do que o online está relacionado a troca. Acredita-se que as trocas ou devoluções nas lojas virtuais são muito maiores do que nas virtuais. Porém, outras pesquisas demonstram que, na verdade, a porcentagem dos dois modelos está se equilibrando.

Se fôssemos comparar as trocas nos dois canais, teríamos uma relação de 47% de trocas no meio físico para 53% no digital, de acordo com dados do CIP e SBVC.

Com a finalidade de comparar os motivos das trocas nos dois canais, temos uma surpresa. O senso comum diz que a troca de produtos por insatisfação do consumidor seria maior pela internet. Porém, a realidade é oposta. A seguir, confira os principais motivos para a troca e a devolução nos meios online e offline:

Principais motivos de trocas e devoluções nas lojas físicas.
Principais motivos de trocas e devoluções nas lojas online.

Todos esses dados demonstram que o efeito Amazon — nome dado a esse aumento das compras pela internet — não é temporário. Levando tudo isso em consideração, o varejista precisa assumir três grandes desafios, trazidos pelo crescimento do e-commerce:

Criar experiências que justifiquem a ida do consumidor até a loja

A facilidade para se realizar uma compra pela internet é enorme. Portanto, o varejista que ainda quer receber clientes na sua loja física precisa dar motivos para que eles saiam de casa. Questione-se que tipo de experiência positiva a sua loja pode oferecer, chamando atenção do comprador a ponto de ele ir até o seu estabelecimento.

Vale lembrar que existem alguns segmentos específicos nos quais o cliente ainda faz questão de ver o produto de perto. Se esse é o seu caso, invista num excelente atendimento e em ações interessantes para garantir que o consumidor não apenas volte, mas também fale bem de você.

Usar a tecnologia para entender os hábitos de consumo

A tecnologia deve ser uma aliada do varejo. Por exemplo, os e-commerces contam com uma série de análises e números que guiam as decisões da loja. O varejo físico também deve adotar essa postura. Tecnologias como mapa de calor dentro do estabelecimento e ferramentas de medição de fluxo de conversão são algumas dessas funcionalidades que permitem que o varejista tome decisões assertivas.

Criar modelos híbridos

Por fim, um outro desafio que o varejista precisa encarar é a criação de um modelo "fígital". Isto é: que engloba tanto o físico quanto o digital. O consumidor não entende mais a diferença de um canal online e outro presencial. Para ele, tudo é a marca.

É muito importante, portanto, que os varejistas físicos criem uma operação online, ou então comecem aos poucos a criar ações digitais. Como a possibilidade de o consumidor realizar a troca de um produto que comprou na loja física sem precisar ir até o estabelecimento.

Para oferecer esse tipo de funcionalidade, por exemplo, o varejista precisa se atentar às novas tecnologias que surgem no mercado. Uma delas, que pode facilitar o processo tanto para o consumidor quanto para o empresário, é o Troque Fácil. Conheça essa funcionalidade clicando aqui.

Sendo assim, o importante é entender que o comércio digital é um caminho sem volta. Sai na frente quem consegue se reinventar o quanto antes.

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